Fausto

Nem pude me achar ridícula. Nem pude pensar. Eu fazia um esforço enorme para manter a compostura, isso consumia minha razão. Tudo aquilo era como um remédio, com cura e efeitos não desejados: eu estava tão feliz só por ele estar ali e, ao mesmo tempo, infinitamente infeliz por perceber o quanto a presença dele me fazia feliz. A presença dele, tudo o que eu queria, tudo o que precisava, era tudo o que eu não poderia ter. Mas eu, totalmente desacostumada de sentir coisas boas, só quis me embriagar do momento o máximo possível. Inutilmente eu disse ao momento “pára, enfim! eis tão formoso”. Inutilmente. Literatura não é vida. E a vida, feliz ou infelizmente, continua.

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Sobre Andréa Maciel

Paulista nordestina naturalizada recifense e entendedora do português lusitano. Estuda Comunicação Social - e adora a comunicação justamente por isso, porque é Social. Acredita em um mundo mais bonito. Acredita em todas as belezas.
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