Alguém à porta

O anfitrião a chamou pra entrar e deixou a chave por debaixo do tapete. Mas ela, no fundo, sabia que não pisava firme. Na verdade, não pisava: entrou voando; assim o peso de sua vida não feriria o chão e nem os ouvidos do anfitrião.

Ele disse que entrasse sem medo, que reclamasse, que conversasse sobre qualquer coisa. Mas ela não queria falar agora, apenas lia as mensagens nas paredes, portas, fechaduras, e ouvia uma boa música vinda de algum lugar – talvez fosse de dentro dela.

Mas deixemos o hall de entrada, que o anfitrião tem febre e fome.

– Vamos à cozinha que eu te preparo um chá.

Anúncios

Sobre Andréa Maciel

Paulista nordestina naturalizada recifense e entendedora do português lusitano. Estuda Comunicação Social - e adora a comunicação justamente por isso, porque é Social. Acredita em um mundo mais bonito. Acredita em todas as belezas.
Esse post foi publicado em Diário, Viagem e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s