É uma casa portuguesa?

Começo a admirar ainda mais as pessoas que fazem diários de viagem. Antes de vir pra Lisboa, pensei que escreveria nesse Tango todos os dias, contando sobre a minha rotina, o cotidiano daqui. Mas tenho preferido viver as coisas a escrevê-las, e reconheço nisso um enorme egoísmo. Vou contar as coisas aos poucos.

Estou morando no alojamento da Universidade Nova de Lisboa, na região do Lumiar. Se fosse comparar com algum bairro brasileiro, seria o Leblon lusitano, um espaço residencial e de classe média. Pense no Leblon de Manuel Carlos, tire a praia e as pessoas saradas com pouca roupa, temos o Lumiar.

O meu prédio parace um hotel – sem muito luxo, claro. Na portaria há sempre um segurança, e com ele deixamos as chaves antes de sair. Logo no hall, há duas bandeiras em pequenos mastros, uma de Portugal e outra com o logotipo da universidade. No andar zero (é assim que chamam o térro), fica a cozinha, uma pequena sala de estar com sofá e televisão, e a “sala multimídia”, que não tem mais do que algunas mesas e cadeiras. Os compuatadores de lá são imaginários.

Estou morando no andar 4, apartamento 46. Meu quarto é duplo, mas até agora não chegou a tal pessoa com quem dividirei o espaço. O apartamento tem um bom tamanho. Não me perguntem quanto é exatamente, não saberei responder, mas basta dizer que cabe nele duas camas de solteiro, dois armários, duas mesas de estudos acompanhadas de prateleiras para livros e um criado-mudo. O melhor do quarto, porém, é a varanda que liga meus olhos a uma pequena praça próxima ao meu prédio. Passaria mais tempo nela, não fosse esse vento sempre gelado.

Uma descrição física desse meu ambiente é bem rasa. É difícil explicar como tenho gostado daqui. Por ser a casa de pessoas com diversas nacionalidads, o coração desse lugar bate em muitos ritmos. No café da manhã (ou pequeno almoço, como dizem aqui), sinto o cheiro dos mais estranhos temperos e meus ouvidos captam sons indecifráveis em polonês, alemão, húngaro, grego, italiano, galego, espanhol… O “português com açúcar” dos brasileiros está em todos os ambientes – somos cerca de 12 brasucas de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. E ainda há os lusitanos, “pá”, que sabem cozinhar coelho e adoram feijoada!

Mais informações, na próxima hora do intervalo.

Anúncios

Sobre Andréa Maciel

Paulista nordestina naturalizada recifense e entendedora do português lusitano. Estuda Comunicação Social - e adora a comunicação justamente por isso, porque é Social. Acredita em um mundo mais bonito. Acredita em todas as belezas.
Esse post foi publicado em Viagem e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para É uma casa portuguesa?

  1. Desassossegos de um verão disse:

    Amigaaaaaaaaa, eu entro tão pouco no meu blogger que ja tinha esquecido que voce tinha o seu e que disse que ia colocar as coisas aqui. kkkkkkkk preguiça total sempre de escrever!!!! mas agora vou me lembrar só pra ler e te responder. ah, essa segunda pessoa que tá pra chegar sou eu, pow. esqueci de te avisar!!!! kkkkk ah, ja tas bebendo mto vinho? quero que vc beba aí que quando chegar aqui vai levar pau. beeeeejo

  2. aristeu disse:

    Já sou um leitor assíduo desse diário de viagem aqui ^^
    Mal vejo a hora do próximo intervalo.
    Beijos enormes!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s