Capítulo 2: Os piores inimigos

As alegorias dos piores inimigos do homem (sic) entram no salão onde ocorre o baile de carnaval. Elas estão presas a um elefante. E eis o que elas falam.

A primeira:
“Ah, em qualquer direção
Fugiria, mundo afora,
Mas lá ameaça a destruição,
Entre a treva e o horror me ancora”

A segunda:
“Vamos em seremos dias,
Como o instar o próprio afã,
Ou sociáveis, ou a sós,
Andar livres pelo prado,
Ir pousar o nosso agrado,
E na vida livre e amena
Aspirar à dita plena”

Descobriu quem são, leitor? Foram presos pela Sagacidade. E dou a ela voz. Dispensa maiores explicações.

Sagacidade:
“De inimigos do homem, dois
Agrilhoei, medo e esperança:
São os piores: folgai, pois,
Já estás em segurança”

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Sobre Andréa Maciel

Paulista nordestina naturalizada recifense e entendedora do português lusitano. Estuda Comunicação Social - e adora a comunicação justamente por isso, porque é Social. Acredita em um mundo mais bonito. Acredita em todas as belezas.
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