Capítulo 1: Às margens do Letes

Trecho

“Da alma extraí-lhe o dardo da amargura;
Do remorso abafai a voz tenaz;
Livrai-lhe o ser das visões de negrura!
(…)
Pousai-lhe a fronte em fresco, verde leito,
Do Letes banhe-o a límpida onda fria;
Relaxe o corpo rígido, e refeito
Aguarde no repouso o alvor do dia.”

Contexto

O fim da primeira parte de Fausto é tão traumática que o protagonista desejou não ter nascido. Mas, “a abertura da segunda parte da tragédia conduz … o herói a um processo de regeneração biológica e psíquica, graças ao esquecimento, simbolizado aqui pela referência ao mitológico rio Letes, em cujas águas os mortos deixavam as lembranças da vida terrena.” (comentário de Marcus inícius Mazzari)

Conclusão (auto-ajuda goethiana)

O primeiro passo em busca do momento feliz é esquecer.

Anúncios

Sobre Andréa Maciel

Paulista nordestina naturalizada recifense e entendedora do português lusitano. Estuda Comunicação Social - e adora a comunicação justamente por isso, porque é Social. Acredita em um mundo mais bonito. Acredita em todas as belezas.
Esse post foi publicado em Infausto mundo de Andréa, Livros e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s